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9 de Junho de 2020 às 18:15

Com mais 1.271 mortos em 24 horas, Brasil passa de 38 mil vítimas do coronavírus


Crédito: Roberto Parizotti/FotosPublicas
Com 334 mortos em 24h, São Paulo ignora avanço da pandemia e deve abrir lojas e shoppings

FBA
Gabriel Vallery

São Paulo – O Brasil voltou a registrar, nesta terça-feira (9) mais de mil mortos causados pela covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, em um período de 24 horas. De acordo com levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que reúne informações das 27 unidades da federação, foram 1.271 vítimas registradas no período de um dia – na prática, média de um brasileiro morto a cada minuto. Com esse acréscimo, já são 38.406 mortos pela doença desde o início do surto no país, em fevereiro.

Também nas últimas 24 horas, foram identificados 32.091 novos doentes. Com isso, o Brasil registra um total de 739.503 doentes desde a chegada do novo coronavírus, o que posiciona o país como epicentro planetário da pandemia, conforme reconhecido pela Organização Mundial da Saúde, e o segundo mais infectado, atrás apenas dos Estados Unidos, que se aproxima de 2 milhões.

São Paulo segue como estado mais afetado pela pandemia no país. São 150.138 casos confirmados e 9.522 mortos – 334 hoje, segundo o mesmo boletim. Mesmo com índices que preocupam os especialistas, o governo do tucano João Doria está implementando medidas de relaxamento do isolamento social. Amanhã (10), o comércio de rua volta a abrir e, na quinta-feira (11), é a vez dos shopping centers.

Em seguida a São Paulo, vem o Rio de Janeiro, com 72.979 casos confirmados e 6.928 mortos. Após o governador Wilson Witzel (PSC) e o prefeito da capital, Marcelo Crivella (Republicanos), anunciarem medidas de relaxamento, a Justiça atuou para impedir, ao alegar perigo à saúde pública.

Na sequência, os estados com maior incidência da doença são: Ceará, com 68.384 doentes e 4.309 mortos; Pará, com 59.148 doentes e 3.853 mortos; e Maranhão, com 52.069 casos e 1.285 vítimas.

Os números

A pandemia segue com números elevados e não existe consenso sobre em qual etapa do espalhamento da doença o país se encontra. De acordo com epidemiologistas, não é correto pensar na progressão da epidemia de forma única. Cada região tem características próprias, mas os dados consolidados são essenciais para a elaboração de estratégias de controle do contágio pelo poder público.

Com a baixa realização de testes no Brasil, os números reais são muito maiores – um dos poucos pontos em que há consenso entre especialistas e até confirmado pelo próprio governo. Para o ex-secretário de Vigilância em Saúde Wanderson Kleber Oliveira, o país deve ter algo em torno de 4 milhões de infectados.


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