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29 de Novembro de 2016 às 05:14

Projeto de Rollemberg preocupa funcionários do BRB


Crédito: Reprodução

Brasília - Em mais uma iniciativa do GDF, o governador Rollemberg enviou projeto para a CLDF propondo um empréstimo de quase R$ 500 mi do IPREV-DF (Instituto de Previdência do DF) dando como garantia ações do BRB que pertencem ao GDF.

Esta é a terceira vez que, por iniciativa do governo, se tenta utilizar o BRB como fonte de receitas para o governo. Tal notícia surpreendeu os funcionários do banco nesta manhã de segunda feira, 28 de novembro, quando estes tomaram conhecimento através de fato relevante anunciando a medida.

“O Sindicato vê com preocupação a situação, porém, para termos maiores informações, estamos buscando reuniões com o banco e com o IPREV-DF com o intuito de verificar as condições da operação e os riscos que podem ocasionar ao BRB”, comenta Eustáquio Ribeiro, diretor do Sindicato.

“A preocupação decorre principalmente do fato de que o GDF pela segunda vez utilizará recursos do IPREV-DF. E se em um futuro próximo o fundo necessitar de recursos para recompor suas reservas, será que venderá as ações do BRB, em um processo de privatização branca? É isto que precisamos esclarecer”, finaliza Cristiano Severo, diretor do Sindicato.

O Sindicato irá também à Câmara Legislativa do DF dialogar com os parlamentares sobre a medida, e tão logo tenham mais informações convocará os delegados sindicais para discutirem sobre a mesma e possíveis ações na defesa do banco.

A operação envolvendo o IPREV-DF preocupa pelos seguintes motivos:

1 – para o GDF vender ativos, precisa de aprovação da CLDF. Na referida operação, uma vez transferidas para o IPREV-DF com o aval da Câmara, estas ações poderão ser vendidas a qualquer momento, para quem se dispuser a comprar.

2 – comprando as ações, o IPREV-DF se tornará o maior acionista privado do BRB (minoritário), podendo assim indicar membros para o Conselho de Administração e Fiscal, retirando estas vagas da AEBRB. Com isto, teoricamente, os indicados(as) serão pessoas de confiança do governador, visto que o IPREV-DF é subordinado ao GDF, o que retira um importante espaço dos funcionários nos órgãos decisórios do banco.

3 – o IPREV-DF atualmente está com superávit atuarial, até porque se trata de um fundo novo (não maduro) em fase de constituição, com poucos participantes em gozo de benefício. À medida que aumente o número de benefícios a serem pagos, o fundo terá de fazer caixa, e certamente venderá as ações do BRB, o que colocará sócios privados no banco, que certamente influenciarão os rumos do BRB, afinal, qual sócio quer participar de um negócio e não poder opinar em seus rumos?

4 – a operação precisa ser verificada sob o aspecto legal, visto que o IPREV-DF, concretizada a operação, concentrará investimentos volumosos em um único ativo, o que concentra riscos para o fundo previdenciário.


Fonte: SEEB/Brasília - Da Redação - Atualizada às 21h40


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