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12 de Novembro de 2016 às 09:36

Bancários da região Centro Norte participam do Dia Nacional de Paralisações contra a PEC 55

Para combater os ataques aos direitos dos trabalhadores, houve manifestações em praticamente todos os Estados representados pela Fetec-CUT/CN


Dezenas de categorias de trabalhadores, entre elas os bancários, participaram das paralisações e manifestações em todo o país nesta sexta-feira 11, Dia Nacional de Greve e de Paralisações, convocado pela CUT, outras centrais sindicais e movimentos sociais contra a Proposta de Emenda à Constituição 55, que tramitou na Câmara como PEC 241 e agora está no Senado, que congela por 20 anos os investimentos em políticas públicas. Houve protestos em praticamente todas as bases da Federação dos Bancários Centro Norte (Fetec-CUT/CN). Veja aqui algumas imagens.

“Os bancários e os trabalhadores brasileiros estão dando sua resposta aos sucessivos ataques do governo ilegítimo de Temer contra nossos direitos, que incluem corte nos investimentos em saúde e educação, ameaças de terceirização sem limites, de entrega do pré-sal, de privatizações e de reforma da Previdência”, afirma José Avelino, presidente da Fetec-CUT/CN.

O dia de protestos, que envolveu paralisações de transportes públicos e fechamento de algumas das principais rodovias do país, foi praticamente ignorado pela grande mídia.

 

Veja como foram as manifestações na região Centro Norte:

˃ Brasília: Por nenhum direito a menos, trabalhadores promovem paralisações

˃ Bancários de Rondônia participam do Dia Nacional de Greve

˃ Centrais sindicais realizam ato em Rio Branco contra a aprovação da PEC 55 no Senado

˃ Campo Grande MS: Dirigentes sindicais percorrem agências contra a retirada de direitos trabalhistas

˃ Bancários de Dourados paralisam agências contra retiradas de direitos

> CUT Brasília: Brasília para e protesta com vigor 

> CUT Pará: Dez mil pessoas protestam em Belém contra a PEC 55, Temer e Judiciário

> SEEB/PA: Sindicato presente no Dia Nacional de Greve e mobilizações

"Nenhum direito a menos" - Alertam dos Trabalhadores pelas ruas de Cuiabá 

 

Os protestos nas outras regiões

Em São Paulo, as rodovias Anchieta, Anhanguera, Dutra, Régis Bittencourt e dos Bandeirantes foram bloqueadas no início da manhã. Também foram interditadas a Ponte João Dias, na zona sul da capital paulista, e a Estrada de Itapecerica.

O Dia Nacional de Paralisações foi fechado na capital paulista com uma grande manifestação na Praça da Sé.

Em Guarulhos, na Grande São Paulo, as empresas de ônibus paralisaram suas operações, assim como os motoristas de ônibus da região de Sorocaba.

Os motoristas também aderiram à paralisação em Salvador, na Bahia. Os bancários baianos também fizeram parte da mobilização, assim com professores municipais e estaduais. Manifestantes também fecharam o acesso ao polo de Camaçari, na região metropolitana de Salvador. No Rio Grande do Sul, professores das redes pública e privada também pretendiam integrar as mobilizações.

Em Minas Gerais, entidades estudantis, sindicatos e servidores realizaram ato em Belo Horizonte, se concentrando na Praça Sete. No Pará, o ato teve a participação de alunos e professores das redes públicas e de universidades, sindicato de bancários, associações quilombolas, MST, grupos negros, LGBT e feministas. A manifestação foi até o Tribunal de Justiça do estado.

A PEC 55 estabelece um teto no orçamento da União para os gastos públicos, atrelado ao aumento da inflação do ano anterior, durante vinte anos.

"Estamos organizando essa greve geral em razão do retrocesso que está sendo imposto pelo governo federal, representado pela PEC 55, que congela os investimentos em educação, saúde e áreas sociais. Essa e várias outras questões que estão sendo conduzidas pelo governo que são um retrocesso para a classe trabalhadora", afirmou Rodrigo Rodrigues, secretário-geral da CUT do Distrito Federal.

No centro do Rio, milhares de manifestantes marcharam contra as proposta do governo Temer. A passeata saiu da Igreja da Candelária, seguiu pela Avenida Rio Branco e tomou o rumo da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ao fim do ato, o disparo de um rojão provocou uma reação violenta da PM, que tentou perseguir os manifestantes e lançou bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral. A resposta foi mais rojões e pedras contra os policiais.

 

Fonte: Fetec-CUT/CN, com Seeb Brasília e Rede Brasil Atual


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