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19 de Julho de 2015 às 23:00

20/07/2015 - Novos projetos-piloto de segurança bancária dependem de decisão do Comando Nacional


Brasília - A realização ou não de novos projetos-piloto de segurança bancária depende de decisão do Comando Nacional dos Bancários. O alerta é do presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo, que representa a entidade no Comando. Ele ficou surpreso com a indicação de Belo Horizonte, feita pelo novo coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT, Gustavo Machado Tabatinga Júnior, durante a primeira mesa temática em 2015 com a Fenaban na última segunda-feira (13), em São Paulo.

“Não houve reunião do Comando que indicasse essa ou outra cidade, muito menos é uma reivindicação dos bancários que ocorram novos projetos-piloto de segurança nos moldes da experiência ocorrida em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes entre os meses de agosto de 2013 e 2014”, afirma Eduardo Araújo.

“Quem pretende repetir o mesmo formato de projeto-piloto é a Fenaban ao propor duas cidades, uma a ser indicada pelos bancos e outra pelo Comando, o que foi rejeitado pelos dirigentes sindicais na Campanha Nacional 2014. Nós deixamos bem claro na ocasião que só aceitaremos discutir novas experiências se forem inseridos novos equipamentos de prevenção contra assaltos e sequestros, além da inclusão das agências de negócios, unidades em shopping e postos de atendimento”, recorda o presidente da Fetec Centro-Norte, José Avelino.

A indicação de uma cidade não pode ser tirada da cartola. Só pode ser decidida no Comando e somente após a Fenaban concordar em ampliar as medidas preventivas. “A escolha deve considerar ainda cidades que ainda não possuem leis municipais para a melhoria da segurança. Se houver leis que não são cumpridas, os sindicatos precisam denunciar os bancos para as prefeituras, o Ministério Público e o Procon”, ressalta Avelino.

Araújo pretende pautar o assunto no Seminário do Comando Nacional, que será realizado nos próximos dias 21 e 22, em São Paulo. “A mesa temática é um importante fórum trimestral de debates, previsto na Convenção Coletiva, mas não pode atropelar o Comando, que é quem negocia com a Fenaban”, salienta o dirigente sindical.

Assaltos a bancos caem 16,6% em 2014, segundo a Fenaban

Na mesa temática, a Fenaban apresentou os últimos números das estatísticas de assaltos a bancos, consumados ou não. Segundo a pesquisa, ocorreram 385 ocorrências em 2014, o que significa uma queda surpreendente de 16,6%.  Em 2013, o total de assaltos foi de 449.

Confira a evolução dos números da Fenaban:

. 2000 - 1.903
. 2001 - 1.302
. 2002 - 1.009
. 2003 - 885
. 2004 - 743
. 2005 - 585
. 2006 - 674
. 2007 - 529
. 2008 - 509
. 2009 - 430
. 2010 - 369
. 2011 - 422
. 2012 – 440
. 2013 - 449
. 2014 – 385

“Estranhamos a redução dos assaltos em 2014, revelada pela Fenaban, na medida em que não houve maiores investimentos dos bancos em segurança, segundo a análise dos balanços feita pelo Dieese”, destaca o diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília e integrante do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Raimundo Dantas.

No primeiro semestre deste ano, a Fenaban apresentou 191 ocorrências. O número revela um aumento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2014, quando foram informados 186 casos. Já no segundo semestre de 2014 os bancos apuraram 203 assaltos.

Sudeste tem mais ocorrências

Pela primeira vez, a Fenaban trouxe as estatísticas de assaltos por regiões do país, após forte pressão da Contraf-CUT na última exibição dos dados no ano passado. Os bancos comunicaram os números do segundo semestre de 2014 e do primeiro semestre de 2015. O Sudeste tem mais ocorrências que a soma de todas as demais regiões. Veja:

Região

2º semestre/2014

1º semestre/2015

Nordeste

43

40

Norte

19

10

Sul

26

23

Sudeste

114

113

Centro-Oeste

1

5

Total

203

191

“Todos esses números confirmam as preocupações das entidades sindicais. Os bancos têm que investir mais em segurança, a fim de proteger a vida de bancários, vigilantes e clientes. É preciso avançar e jamais retroceder”, conclui Araújo.

Fonte: SEEB/Brasília - Da redação


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