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13 de Maio de 2014 às 10:41

13/05/2014 - No Dia da Abolição, Seeb/Brasília intensifica luta pela igualdade de oportunidades


(Brasília) - Apesar do fim da escravidão, há 126 anos, ainda é gritante a desigualdade entre brancos e negros no mercado de trabalho, incluindo-se aí o sistema financeiro, que se manifesta já na contratação e tem reflexos no processo de ascensão profissional. O Sindicato dos Bancários de Brasília, em conjunto com as demais entidades que representam os trabalhadores, tem atuado firmemente para acabar com esse quadro de discriminação, mas ainda é preciso avançar muito. Por isso, neste 13 de Maio, Dia da Abolição da Escravatura, data da assinatura da Lei Áurea, que aboliu formalmente a escravidão de negros e negras no país em 1988, o Sindicato intensifica a luta histórica pela igualdade de oportunidades.

Dentro dos bancos, a discriminação é bastante visível quando se observa, por exemplo, a composição dos cargos do alto escalão, como diretorias, conselhos de administração e superintendências, bem como dos demais níveis hierárquicos e do quadro de funcionários, como operacional, técnico gerencial e administrativo.

Na avaliação do Sindicato, a igualdade de oportunidades nos bancos é imprescindível para abolir de vez a discriminação. 

Desigualdade

Os números mostram que ainda persiste nos bancos uma forte cultura de segregação. Segundo o Mapa da Diversidade, pesquisa realizada em 2009 com mais de 200 mil bancários de todas as regiões do Brasil, negros e negras ocupam são apenas 19% das vagas no setor. No Distrito Federal a situação é ainda pior, principalmente para as mulheres negras: elas representam apenas 12% do corpo funcional. Em relação à remuneração, na região Centro-Oeste, por exemplo, os brancos recebem, em média, R$ 4.142; já os negros, com igual qualificação, R$ 3.614.

Da Redação

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