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2 de Maio de 2014 às 17:11

02/05/2014 - Seeb/Pará apresenta propostas da categoria na Comissão de Legislação Participativa


(Belém-PA) - O Sindicato dos Bancários do Pará participou, na sexta-feira passada (25), da primeira sessão da Comissão de Legislação Participativa (CLP) em Belém. A categoria foi representada pela presidenta da entidade, Rosalina Amorim, pelo diretor financeiro, Sérgio Trindade e pelo assessor jurídico, Luiz Fernando Galiza. O evento foi na Assembleia Legislativa do Estado do Pará e contou com a presença de representantes de mais de 50 sindicatos e associações da capital e do interior do Estado.Presidenta, diretor financeiro e assessor jurídico do Sindicato compareceram ao evento

Através da CLP, a sociedade, por meio de qualquer entidade civil organizada, ONGs, sindicatos, associações, órgãos de classe, apresenta à Câmara dos Deputados suas sugestões legislativas. Essas sugestões vão desde propostas de leis complementares e ordinárias, até sugestões de emendas ao Plano Plurianual (PPA) e à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Um dos projetos já apresentado e que virou lei nacional é a que trata sobre prevenção e resposta a desastres (Lei 12.608/12).

A presidenta do Sindicato, Rosalina Amorim, aproveitou o convite e apresentou as demandas da categoria no plenário.

Sindicato esteve presente na primeira sessão da CLP“Uma das principais reivindicações dos bancários e bancárias do Pará, que também é da sociedade em geral, é sobre a segurança dentro e fora das agências bancárias. Queremos que os bancos assumam a responsabilidade no interior das unidades e que o Governo do Estado faça a sua parte fora das agências, porém, tanto os bancos quanto o governo têm sido omissos e se negam a dialogar soluções para melhorar a segurança bancária no Pará com a sociedade, sobretudo com a categoria bancária”, destacou.

Outra questão importante pautada pela presidenta do Sindicato foi a necessidade de fortalecimento dos bancos públicos, principalmente o Banco da Amazônia e o Banpará. “Lutamos pelo fortalecimento dos bancos estaduais e regionais, como o Banpará e o Banco da Amazônia, e pela valorização do caráter público dessas instituições que são fundamentais para o crescimento econômico, social, científico e cultural em nossa região, na medida em que tenham a orientação de atender os pequenos produtores e a população mais carente em termos de acesso ao crédito”.Presidenta do Sindicato apresentou as propostas da categoria

Rosalina Amorim frisou à CLP a necessidade de apoio no Congresso Nacional para barrar o Projeto de Lei das Terceirizações, o PL 4330, do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO). “Somos contra esse projeto pois ele representa a precarização total do emprego e das relações de trabalho no país, tanto no setor público quanto privado. Por enquanto sua tramitação está suspensa, mas a qualquer momento pode voltar à votação, e se for aprovado deve causar demissões em massa em várias categorias, por isso, os trabalhadores precisam de apoio no congresso para barrar esse projeto”.

Durante o discurso, a dirigente sindical também se lembrou dos clientes e usuários, que assim como a categoria, sofrem com a falta de contratação de mais bancários e bancários e também com o número reduzido de agências no Pará.

“Existem municípios paraenses que não possuem uma agência bancária sequer, o que obriga a quem precisa do atendimento a perder horas viajando e mais horas ainda nas filas. O ideal era que cada município tivesse pelo menos uma unidade. Outra proposta que pode virar lei é pela redução das tarifas bancárias, em especial, as de transferência, o que para nós reduziria os casos de saidinha bancária, já que as pessoas não precisariam mais sacar altos valores em espécie”, reforçou.

A Comissão de Legislação Participativa é composta por 18 membros titulares e igual número de suplentes e tem como presidente o deputado Zequinha Marinho (PSC/PA) que já foi bancário do Banco da Amazônia.

O parlamentar mostrou interesse nas propostas do Sindicato, em especial sobre o PL 4330 e convidou a entidade para outra reunião para discutir o projeto que atinge toda a classe trabalhadora.

Fonte: Bancários PA

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