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4 de Dezembro de 2019 às 10:56

Fetec-CUT/CN parabeniza os bancários de Brasília pelo 58º aniversário do Sindicato


A Federação dos Bancários do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN) saúda os companheiros de Brasília neste 58º aniversário do Sindicato, por sua extraordinária história de lutas e conquistas. Por várias razões, vocês sempre foram um exemplo para nós, bancários do Centro-Norte e de todo o país.

O Sindicato de Brasília foi fundado em 1960, junto com a capital federal. Formado por bancários recém-chegados de outros cantos do país engajados no movimento sindical, já nasceu com o DNA da unidade nacional e da luta em defesa da categoria e da classe trabalhadora e por um Brasil digno, com justiça social, sem exclusão e soberano.

Liderados pelo lendário Adelino Cassis, os bancários de Brasília já participaram da greve nacional da categoria de 1961, que entre outros avanços conquistou a data-base em 1º de setembro, o anuênio, o salário profissional e a comissão de função. Além da pauta nacional, Brasília conquistou o cumprimento da jornada de 6 horas e o abono de 50% do salário, que ficou conhecido como “meia-dobradinha”.

Já naquela época os bancários de Brasília foram fundamentais para ajudar a organizar as outras categorias de trabalhadores no Distrito Federal. E junto com os bancários em todo o país participaram da criação, em 1962, do Comando Geral dos Trabalhadores, a CGT, a primeira central sindical da história do país.

Esse papel aglutinador os bancários de Brasília desemprenharam em toda a sua trajetória de luta, contribuindo de forma marcante na construção da Central Única dos Trabalhadores, tanto a nível nacional quanto no DF.

Por sua luta em defesa da classe, o Sindicato dos Bancários de Brasília foi brutalmente atingido pelo golpe militar de 64, com intervenção na entidade, demissões, perseguições e prisões de dirigentes.

Mas os bancários de Brasília resistiram à ditadura, reconstruíram o movimento sindical combatendo a repressão e retomaram a direção do Sindicato em 1980. Para além da ação sindical, sempre trabalharam estreitamente com as representações da sociedade civil na organização de todas as campanhas e movimentos em defesa da democracia e de um país sem exclusão, como a memorável campanha das diretas já! e da convocação da Assembleia Nacional Constituinte.

O Sindicato de Brasília também teve e tem participação marcante na vida cultural de Brasília, tomando a iniciativa ou apoiando projetos em praticamente todos os campos da arte. Exemplo maior desse engajamento é o Teatro dos Bancários, que se mantém há quase três décadas como um dos principais pontos culturais do Distrito Federal.

Os bancários de Brasília também tiveram participação decisiva na reconstrução da unidade nacional da categoria (como DNB-CUT, a CNB-CUT, a Fetec-CUT/CN e a Contraf-CUT), o que foi fundamental para as grandes mobilizações e greves nacionais dos bancários nos últimos 40 anos, que se transformaram em conquistas que estão asseguradas na Convenção Coletiva de Trabalho.

Essas conquistas estão seriamente ameaçadas pelas políticas neoliberais implementadas depois do golpe de 2016, golpe que desembocou em um governo fascista que está destruindo a democracia, a soberania nacional e os marcos civilizatórios que a sociedade brasileira conquistou após a Constituição de 1988.

Mais do que nunca precisamos de um Sindicato dos Bancários forte em Brasília, dessa trincheira imprescindível para a luta contra a barbárie. Avante, bancários de Brasília.

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O texto acima foi lido pelo presidente da Fetec-CUT/CN, Cleiton dos Santos, na sessão solene em homenagem ao Sindicato de Brasília realizada nesta quarta-feira (4) na Câmara Legislativa do DF. A sessão solene é uma iniciativa do deputado distrital Chico Vigilante.


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