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24 de Novembro de 2016 às 08:13

Fenae questiona possibilidade de reestruturação na Caixa

As medidas justificadas como aumento de eficiência para 2017 vão representar mais desemprego e menos estrutura da Caixa para atender as localidades que sempre estiveram marginalizadas


Crédito: Reprodução
Brasília - Em ofício enviado à Presidência da Caixa nesta quarta-feira, 23, a Fenae manifesta sua preocupação com as notícias de que a direção da empresa, por orientação do governo Temer, pretende aplicar ajustes que implicarão em corte de pessoal e fechamento de agências. “Nós deixamos bem claro nossa preocupação de que a adoção de medidas desta natureza afetará a geração de emprego, em especial no momento em que o pais passa por retração da atividade econômica e necessita de incentivo à produção e ampliação da oferta de crédito”, afirmou Jair Ferreira, presidente da entidade.

Segundo ele, as medidas são justificadas como aumento de eficiência para 2017, mas na verdade representam mais desemprego e menos estrutura da Caixa para atender justamente localidades que sempre estiveram marginalizadas.

O banco público avalia fazer programa de aposentadoria incentivada ou de demissão voluntária que pode atingir cerca de 11 mil pessoas e pensa em fechar 100 agências cujos resultados financeiros não são atraentes. "A Caixa é um banco público cujo papel social é de extrema relevância, principalmente para a camada da população que vive nas periferias, onde o acesso aos serviços bancários é muito mais difícil", explica Jair Ferreira, presidente da Fenae.

No ofício, a Fenae lembra que a Caixa é uma empresa lucrativa, mas acima de tudo um instrumento fundamental no desenvolvimento do país, sobretudo na execução das políticas públicas de governo, como acesso à moradia, obras de infraestrutura, programas sociais e de transferência de renda, entre outros. E a fomentação dessas atividades é essencial para a retomada do crescimento do país.

“Como entidade representativa dos trabalhadores do banco, avaliamos também que medidas de ajuste, que impliquem na redução de quadro de pessoal, causarão o agravamento das condições de trabalho, que já são consideradas precárias, acarretando adoecimento de muitos empregados por conta da sobrecarga de trabalho e extrapolação de jornada” reitera o documento que pode ser lido na íntegra aqui.

Fonte: Agência Fenae

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