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9 de Novembro de 2018 às 12:18

Em 2016, Onyx Lorenzoni pedia punição do caixa 2, 'sem desculpinha'


RBA
Felipe Mascari

Um vídeo nas páginas pessoais em redes sociais do deputado federal e, agora futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), mostra o parlamentar, em 2016, defendendo a criminalização do crime de caixa 2. "Daqui pra frente não tem mais mimimi", dizia o parlamentar que, no ano seguinte, confessou ter cometido o crime eleitoral.

Na época, Onyx se dizia defensor das "dez medidas contra corrupção" que haviam sido elaboradas pelo Ministério Público Federal (MPF). No vídeo, em que aparece com o Código Eleitoral nas mãos, ele critica a impunidade e defende a prisão para quem cometesse o crime de receber doações não declaradas de empresas para campanhas eleitorais. "Até hoje, apenas uma pessoa foi condenada por caixa 2. Não vai ter saída, após a aprovação das dez medidas, fazer caixa 2 será crime. A pena será de dois a cinco anos de reclusão", defende.

Porém, em 2017, o deputado assumiu ter recebido recursos "criminosos" da JBS. Citado na delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, ele foi beneficiário de R$ 100 mil repassados pelo frigorífico. 

O vídeo é encerrado de maneira taxativa: "Não tem mais desculpinha. Caixa 2 será crime no Brasil". Ao admitir que havia recebido dinheiro da JBS, o parlamentar do DEM justificou-se por ser "um ser humano e não ser perfeito".

Recentemente, o futuro ministro da Justiça, o juiz Sergio Moro, ao ser questionado sobre se seria constrangedor aceitar o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro, depois de seu trabalho frente à Lava Jato e de Lorenzoni ter admitido a propina, disse, em defesa do futuro colega: "Ele já admitiu o erro, pediu desculpas".

Na última quarta-feira (7), o senador Roberto Requião (MDB) elaborou um texto nos moldes de um projeto de lei, chamado 'Lei Onyx Lorenzoni', que "concede a juízes o poder de perdoar políticos que tenham se arrependido e feito 'pedido público de desculpas'" por seus crimes ou acusações. Trata-se de um protesto em tom de ironia ao que o senador chama de "generosidade" de Sérgio Moro, para com seu futuro colega de ministério. 

Assista ao vídeo

 
 

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