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22 de Novembro de 2016 às 11:50

Associados da Cassi aprovam proposta negociada pelos sindicatos com o BB

Fetec-CUT/CN orientou aprovação do acordo, que prevê aporte mensal de R$ 40 milhões. Votaram pelo “Sim” 98.257 participantes, contra 19.535 que rejeitaram o acordo


Crédito: Reprodução

Em consulta ao Corpo Social encerrada nesta segunda-feira (21), os associados da Cassi, da ativa e aposentados, aprovaram a proposta negociada entre os representantes dos trabalhadores e da empresa para equacionar as contas da Caixa de Assistência. 

Do total de participantes, 98.257 optaram pelo ‘sim’. Os votos pelo ‘não’ somaram 19.535. Eram necessários dois terços dos votos válidos para a aprovação da proposta. A Fetec-CUT/CN orientou o voto ‘sim’, como todos os sindicatos a ela filiados. 

Foram dois anos de negociações até chegar à proposta final, que garante aporte de R$ 40 milhões mensais à Cassi até dezembro de 2019. Os associados ativos e aposentados recolherão R$ 17 milhões, por meio de contribuição extraordinária de 1% sobre o salário ou aposentadoria, até dezembro de 2019. Durante o mesmo período, o BB aportará R$ 23 milhões mensais, reajustados anualmente pelo índice FIPE-Saúde, para reembolsar despesas com programas e unidades próprias da Cassi, obrigação que será prevista em contrato celebrado entre a Cassi e o banco. 

Além disso, o acordo prevê a implantação do Comitê de Auditoria, e será feita a revisão de processos com auxílio de consultoria contratada com recursos do banco, para melhorar os serviços de saúde, agilizar o atendimento e racionalizar despesas visando equacionar o déficit estrutural da Cassi.

Serão preservados todos os direitos dos associados, programas de saúde como fornecimento de remédios e atendimento domiciliar a doentes crônicos e garante a sustentabilidade da Cassi. As entidades do funcionalismo rechaçaram a proposta inicial do banco, que jogava nas costas dos associados a cobertura do déficit, transferia o passivo pós-laboral acabando com a contribuição aos aposentados e quebrava a solidariedade, que sempre foi a maior força da Cassi. Depois de muita pressão, o banco aceitou realizar aportes, o que levou à assinatura de memorando de entendimentos e consulta ao Corpo Social. 

"Com a aprovação do acordo, é fundamental o controle do funcionalismo sobre o processo, para que as ações estruturantes sejam implementadas visando a sustentabilidade da Cassi", defende o diretor do Sindicato Rafael Zanon, que integra a Comissão de Empresa representando a Fetec-CUT/CN nas negociações com o BB. 

Fonte: Fetec-CUT/CN, com Seeb Brasília


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